Livro aborda evolução tecnológica do cinema e as influências da Sétima Arte na sociedade

Lançado pela Editora Arx, O Feitiço do Cinema – Ensaios de Griffe Sobre a Sétima Arte reúne os maiores teóricos e críticos brasileiros sobre o assunto.

Trazer ao público conceitos importantes do cinema mundial em uma linguagem simples e de fácil compreensão. Este é o objetivo da coletânea de ensaios O Feitiço do Cinema – Ensaios de Griffe Sobre a Sétima Arte, lançada pela Editora Arx.
A publicação, que reúne os maiores teóricos e críticos brasileiros sobre o cinema, como Juan Guillermo D Droguett, Anna Maria Balogh, João Ângelo Fantini e Vitché Palacin, traz uma abordagem completa e consistente, iniciando com ensaios sobre as principais teorias do cinema, bem como sobre a função da linguagem transportada para as telas.
Os textos também perpassam as mudanças que o cinema sofreu por conta das próprias revoluções industriais e tecnológicas ocorridas na sociedade – desde que os irmãos Lumière projetaram com afã científico as primeiras imagens –, até Matrix, obra cinematográfica que ampliou os limites entre o real e o virtual, levando das telas para a sociedade, discussões que antes ficavam reservadas aos autores do campo do existencialismo.
"O conhecimento produzido só tem valor quando pode ser transmitido com fluidez, e essa foi a preocupação de todos os autores envolvidos na obra", destaca Juan Droguett, um dos organizadores. “É o resgate de um trabalho em equipe em que a academia se aproxima do espectador ensinando-o a olhar e interpretar um filme, por isso, a obra é recomendada não somente para acadêmicos e estudiosos do tema, mas para todos os amantes e interessados pela sétima arte”, acrescenta.
O Feitiço do Cinema também aborda questões polêmicas que hoje fazem parte do cotidiano cinematográfico, como a intrincada relação entre a Sétima Arte e publicidade, e o consumo levado às salas de cinema. O livro resgata, ainda, a importância da fotografia, do figurino, da cenografia e da interpretação cinematográfica.
Por fim, o leitor poderá ter o prazer de ler algumas análises fílmicas de obras como Os sonhadores, Match Point, Tideland, Piaf, assim como apreciar um ensaio fotográfico de uma cidade cenográfica no interior de São Paulo, recriada a partir do filme brasileiro Lavora Arcaica, onde seus habitantes se sentem eternamente protagonistas de um cotidiano transfigurado em um espetáculo da Sétima Arte.

Sobre o livro

O Feitiço do Cinema é uma coletânea de textos sobre teoria, produção e crítica do cinema a partir de variados enfoques. Nasce de uma parceria entre a revista Griffe, o trabalho jornalístico de Flavio F. A. Andrade e a Escola Crítica de Cinema, reconhecida pelo CNPq e liderada pelo Prof. Dr. Juan Guillermo D. Droguett. Esses esforços são somados para apresentar esta obra que reúne importantes pesquisas e investigações sobre cinematografia.

Seu estilo é simples e leve, e não apenas permite entender o como e o porquê de técnicas e escolhas na concepção de uma obra cinematográfica, como também realiza uma contribuição significativa ao estabelecer a relação entre o cinema e o conjunto de saberes que o complementam e o enriquecem. Assim, a prática interdisciplinar se revela um fato de luz, sombra e ação narrativa fílmica.

O capítulo inicial “Griffando o sabor do celulóide” oferece uma idéia do conteúdo da coletânea, apresentando de modo ordenado os princípios que pautam a obra em seu conteúdo, estilo e alcance. Nos seis capítulos que compõem a 1ª parte – História, Teorias e Crítica de Cinema –, os pesquisadores do grupo Escola Crítica de Cinema descortinam conceitos valiosos para compreender as variadas possibilidades do cinema: metalinguagem, função poética, intertextualidade com a História e a Literatura.

Na 2ª parte – A Produção Cinematográfica –, o foco está nos recursos que suportam a elaboração bem-sucedida de um filme – fotografia, cenografia, figurinos e interpretação –, apontando suas origens e exemplificando sua aplicação por meio de filmes clássicos e da atualidade. Na 3ª parte – Análise de Filmes –, os autores se entregam ao exercício interpretativo de obras relevantes da filmografia da atualidade: a ode ao cinema de Os Sonhadores; as relações intertextuais entre o romance Crime e Castigo e o perturbador Match Point; o universo onírico de Tideland/Contraponto; a riqueza biográfica de Piaf: um Hino ao Amor e as sérias questões éticas de Tropa de Elite. Na 4ª e última parte – Cinema Regional –, os dois ensaios se dedicam a análises de um belo exemplar do cinema nacional, Lavoura Arcaica.

Roland Barthes defendia a importância do “saber com sabor”. Aos amantes do cinema, este livro traz exatamente isso: ensaios que combinam a sensibilidade contida em cada película ao conhecimento técnico e interpretativo, sem perder a clareza e o vigor.

Sobre os autores

Juan Guillermo D. Droguett
Pós-doutor pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Doutor em comunicação e semiótica pela PUC-SP e em educação pela Universidade de Salamanca — Espanha. Professor da Pós-Graduação da Fundação Armando Álvares Penteado — Faap. Pesquisador e líder do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema. Membro da Associação Internacional de Semiótica do Espaço e do Comitê Científico da Revista
Environment, Land and Society: Architectonics — ELSA da Universidade de Genebra — Suíça. Colaborador do Centro de Estudos Peircianos da Universidade de Navarra — Espanha. Publicou vários livros e artigos, dentre os que se destacam para o propósito desta coletânea, Sonhar de olhos abertos — cinema e psicanálise (2004) e Estética da recepção cinematográfica — sobre os efeitos receptivos da produção midiática (2007).

Flavio F. A. Andrade
Editor e idealizador da revista Griffe. Formado em comunicação social com ênfase em jornalismo pela Universidade Paulista. Repórter e fotógrafo. Organizador dos livros Griffensaios e Griffespaços. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Anna Maria Balogh
Livre-docente em cinema e literatura pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Em literatura hispano-americana pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade São Paulo — FFLCH/USP. Mestre em cinema pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo — ECA/USP. Professora
titular do Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Paulista e membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Graciela de Siqueira Lima
Professora licenciada em língua portuguesa e língua inglesa. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema, cursando lingüística na Unicamp, com particular interesse pelas funções comunicativas da arte, nas quais fundamenta seu projeto de mestrado.

João Ângelo Fantini
Psicanalista. Doutor em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor do Programa de Psicologia Clínica da Universidade Federal de São Carlos e do curso de especialização em semiótica psicanalítica do Cogeae da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Helder Jaime Juaçaba

Especialista em história da arte pela Fundação Armando Álvares Penteado — FAAP. Mestrando em comunicação e membro da Escola Crítica de Cinema com um projeto sobre “Poética do medo no cinema”.


Francisco Barbuto Junior
Mestre em comunicação pela Universidade Paulista e professor universitário nos cursos de publicidade e propaganda. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Geraldo Carlos do Nascimento
Doutor em ciências da comunicação pela Escola de Comunicações e Artes — ECA/USP. Atua como professor, pesquisador e orientador do Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Paulista. Editor da revista Significação da USP. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Vitché Palacin

Fotógrafo profissional. Mestre em comunicação. Ministra cursos de fotografia e mídias audiovisuais. Seu livro Escola de fotografia está na quinta edição e seus trabalhos de documentário também são bem reconhecidos no âmbito artístico. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Goya Cruz
Formada em publicidade e propaganda pela Fundação Armando Alvares Penteado — FAAP. Trabalhou como gerente da Folhapress, no projeto “Aprendiz”, de Gilberto Dimenstein, como gerente de planejamento de atividades culturais do Memorial da América Latina e fez parte do Comitê Executivo do projeto “Arte e Cidade”, com Nelson Brissac. Fotógrafa, artista plástica e membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Sueli Garcia

Designer de interiores. Mestre em comunicação. Professora do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, com publicações para o Governo do Estado de São Paulo sobre a história do mobiliário brasileiro. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Maria Auxiliadora Leite Costa
Designer de moda. Mestre em comunicação. Professora do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e FMU, com vasta participação em congressos nacionais e internacionais. Organizadora da semana de moda da Livraria Cultura e membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Marcelo Matos
Jornalista e mestre em comunicação. Ator consagrado no âmbito artístico, com publicações em revistas da área, assim como em jornais especializados em teatro. Professor universitário no campo da comunicação e membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Lígia Claret Lorencini Wild
Pedagoga. Mestre em comunicação. Foi secretária de educação da cidade de Jarinú, associada ao Centro de Memória da Unicamp. Publicou vários artigos sobre seu trabalho nesse Centro e na Carta Capital, em resultado de suas pesquisas. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

André Reche Terneiro
Professor licenciado em língua portuguesa e língua inglesa. Mestrando em comunicação. Publicou o trabalho para a revista Griffe “A epopéia da Kombi amarela em Little Miss Sunshine”. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema, com um projeto sobre o Neoprotagonismo na Filmografia atual.

Silmara Maria Machado

Socióloga pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo — ESP/ SP. Mestre em comunicação. Professora universitária e membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Lucilla da Silveira Leite Pimentel
Filósofa e educadora. Mestre em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo — PUC. Mestre em comunicação. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Paulo Ricardo Caldo Gilioli
Professor de educação física e psicólogo. Mestre em comunicação pela Universidade Paulista e membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Camila Scatamburgo
Licenciada em letras. Professora de língua portuguesa e membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Giseli Steiner
Licenciada em letras, cursando especialização em ciências da comunicação na ECA/USP. Publicou na revista Griffe “A câmera subjetiva da Parábola Milenar”. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Reinaldo Reigrimar
Técnico em comunicação social com especialização em jornalismo. Compositor e colaborador nas áreas de literatura, poesia e cultura. Organizador do livro Griffensaios. Atua como correspondente da revista Griffe em Londres. Membro do Grupo de Pesquisa Escola Crítica de Cinema.

Release

Livro aborda evolução tecnológica do cinema e as influências da Sétima Arte na sociedade

Lançado pela Editora Arx, O Feitiço do Cinema – Ensaios de Griffe Sobre a Sétima Arte reúne os maiores teóricos e críticos brasileiros sobre o assunto.

Trazer ao público conceitos importantes do cinema mundial em uma linguagem simples e de fácil compreensão. Este é o objetivo da coletânea de ensaios O Feitiço do Cinema – Ensaios de Griffe Sobre a Sétima Arte, lançada pela Editora Arx.

A publicação, que reúne os maiores teóricos e críticos brasileiros sobre o cinema, como Juan Guillermo D Droguett, Anna Maria Balogh, João Ângelo Fantini e Vitché Palacin, traz uma abordagem completa e consistente, iniciando com ensaios sobre as principais teorias do cinema, bem como sobre a função da linguagem transportada para as telas.

Os textos também perpassam as mudanças que o cinema sofreu por conta das próprias revoluções industriais e tecnológicas ocorridas na sociedade – desde que os irmãos Lumière projetaram com afã científico as primeiras imagens –, até Matrix, obra cinematográfica que ampliou os limites entre o real e o virtual, levando das telas para a sociedade, discussões que antes ficavam reservadas aos autores do campo do existencialismo.

"O conhecimento produzido só tem valor quando pode ser transmitido com fluidez, e essa foi a preocupação de todos os autores envolvidos na obra", destaca Juan Droguett, um dos organizadores. “É o resgate de um trabalho em equipe em que a academia se aproxima do espectador ensinando-o a olhar e interpretar um filme, por isso, a obra é recomendada não somente para acadêmicos e estudiosos do tema, mas para todos os amantes e interessados pela sétima arte”, acrescenta.

O Feitiço do Cinema também aborda questões polêmicas que hoje fazem parte do cotidiano cinematográfico, como a intrincada relação entre a Sétima Arte e publicidade, e o consumo levado às salas de cinema. O livro resgata, ainda, a importância da fotografia, do figurino, da cenografia e da interpretação cinematográfica.

Por fim, o leitor poderá ter o prazer de ler algumas análises fílmicas de obras como Os sonhadores, Match Point, Tideland, Piaf, assim como apreciar um ensaio fotográfico de uma cidade cenográfica no interior de São Paulo, recriada a partir do filme brasileiro Lavora Arcaica, onde seus habitantes se sentem eternamente protagonistas de um cotidiano transfigurado em um espetáculo da Sétima Arte.

Fale com os autores

revistagriffe@yahoo.com.br

Imprensa

FOLHA ONLINE

07 de março de 2010

Em noite de Oscar, veja seleção de livros sobre cinema

A cerimônia de premiação do Oscar é conhecida como a noite de gala do cinema. É também o momento em que cinéfilos ou admiradores de grandes estrelas param para saber quem será o grande vencedor da noite ou qual atriz estava mais bem vestida.
Todas as atenções são voltadas para o Kodak Theatre e apostas são feitas: quem levará o prêmio de melhor filme? "Avatar" ou "Guerra ao Terror"? Meryl Streep ganhará mais um Oscar e se aproximará do recorde de Katherine Hepburn? Opniões e preferências à parte, é o momento dos astros brilharem ou consagrarem suas carreiras.
Receber a cobiçada estatueta dourada é marcar a história do cinema e eternizar-se em Hollywood. Mas saber quem ganhou ou quais os melhores filmes é um pouco complicado, com a 82ª edição acontecendo este ano.

Por isso, a Livraria da Folha selecionou dez títulos essenciais para quem pretende conhecer mais sobre a sétima arte ou preparar-se para comentar sobre esta e as próximas cerimônias.
Almanaque do cinema
Os editores do site "Omelete", apresentam o desenvolvimento do cinema, com informações sobre os prêmios, os personagens, os atores, os estúdios e os diretores que marcaram época. Além de fornecer material para rodas de amigos com curiosidades e fofocas sobre os envolvidos com a sétima arte, como abuso de álcool, brigas, erros de gravação e filmes "assombrados".
Coleção Movie Icons
De Marlon Brando a Johnny Depp, passando por Marlene Dietrich e Woddy Allen, a coleção traz grandes nomes do cinema com fotografias dos principais filmes de suas carreiras e fotos de bastidores ilustrando. Cada volume é dedicada exclusivamente a um astro, mostrando a sua trajetória e cinebiografia.
Os Segredos dos Roteiros da Disney
Quando fala-se em animações pensa-se imediadamente nas produções de Walt Disney. "Brance de Neve e os Sete Anões", por exemplo marcou gerações e foi o primeiro longa metragem animado. "A Bela e a Fera" foi o primeiro desenho animado a ser indicado na categoria de "Melhor Filme", feito que "Up - Nas Alturas" repete este ano. Os Segredos dos Roteiros da Disney desvenda os caminhos para dar vida a magia dos filmes que encantam gerações.
1001 Filmes para Ver Antes de Morrer
Diversos filmes são produzidos no mundo a cada ano, como escolher o que assistir. Com este guia resenhas indicam os 1001 filmes que não devem deixar de serem vistos por qualquer amante do cinema. Detalhes dos bastidores, sinopses dos filmes e curiosidades sobre as gravações, além de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, traz obras de todos os gêneros organizados por ordem cornológica.
Cinema
Seguindo os guias que selecionam os filmes que são imperdíveis, Cinemafoi organizado pelo crítico inglês Ronald Bergan e faz uma viagem pela história do cinema, incluindo gêneros e biografias de atores e diretores das produções que marcaram época. Destaca, ainda, os diretores de todo o mundo e apresenta o processo pelo qual um filme passa, do argumento à estreia.

Coleção Folha Clássicos do Cinema
A cena da despedida no aeroporto de "Casablanca" é citada e imitada em diverças situações. A frase "Nunca mais passarei fome outra vez" é a mais lembrada de "E o Vento Levou...". Cada um desses filmes marcou a indústria cinematográfica e foram reúnidos em 14 títulos da coleção, com DVD da versão orginal e informações como ficha técnica, biografia do diretor, imagens com as principais cenas do filme, produtor, elenco e comentários.
O Feitiço do Cinema
Ensaios de críticos e teóricos brasileiros apresentam ao cinéfilo as principais teorias e linguagens da sétima arte, além de grandes sucessos do cinema. As análises ajudam na compreensão das diversas mudanças sofridas pelo cinema desde que os irmãos Lumière projetaram as primeiras imagens ainda com perspectivas científicas, trazendo à sociedade discussões que antes ficavam reservadas aos autores existencialistas e pesquisadores especializados.
Bonequinha de Luxo
Escrito por Truman Capote, "Bonequinha de Luxo" foi adaptado para as telonas por Blake Edwards e marcou Audrey Hepburn no papel de Holly Golightly, a jovem que foge da vida no interior para tentar a sorte na Nova York dos anos da Segunda Guerra.
Sua Resposta Vale um Bilhão
Grande azarão do Oscar 2009, "Quem Quer Ser um Milionário?" desbancou o favoritirmo de "O Curioso Caso de Benjamin Button" e levou os principais prêmios da noite, incluindo "Melhor Filme". A história de Ram Mohammad Thomas, um garçom de 18 anos que ganhou um bilhão de rupias --o maior prêmio de todos os tempos-- num programa televisivo de perguntas e respostas, conquistou platéias do mundo todo.
Cidade de Deus (Edição Comemorativa - 10 Anos)
Escolhido como um dos 100 melhores filmes da década, "Cidade de Deus" foi um dos representantes brasileiros na categoria de "Melhor Filme Estangeiro". A adaptação do romance de Paulo Lins tornou-se um marco do cinema nacional, contando a história de Buscapé e a evolução do bairro carioca, juntamente com a violência local.


***

FOLHA DE PERNANBUCO

Recife - 16 de novembro de 2009

CâMARA CLARA -

Violência social no cinema

LUIZ JOAQUIM

No livro “O Feitiço do Cinema” (Ed. ARX, 2009), em ótimo artigo intitulado “Violência e Política no Cinema”, o especialista em história da Arte da Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP (SP), Helder Jaime Juaçaba, resgata o ótimo filme “Bom Dia, Noite” (2003), do Marco Bellochio, sobre o sequestro do político italiano Aldo Moro, em 1978, para chamar a atenção, pelo reflexo do filme, de que parece não ter mais importância no nosso cotidiano eventos como a Revolução Chinesa ou os movimentos estudantis de 1968, pois o simbolismo pesa mais na balança que a razão. E diz mais. Quando a experiência de pensar a história é colocada pela “possibilidade de verdade” que é sugerida por “Bom Dia, Noite” para dirigir nosso poder de decifrar tacitamente o mundo e os homens - pode-se revelar uma boa fonte de discussão a esse respeito. Para reforçar sua teoria, Juaçaba chama Eric Hobsbawm para a conversa, transcrevendo-o a partir do livro “A Era dos Extremos”: “a maioria dos seres-humanos atua como os historiadores: só em retrospectiva reconhece a natureza de sua experiência”. Ou seja, desenvolve o autor do artigo, “os acontecimentos são traumáticos e relevantes no passado porque no (momento) presente daquele passado colocava-se em questão o próprio futuro; além do mais, ainda continuam gerando incertezas e questões para a atualidade, e consequentemente para o nosso fututo”. Seria bastante fácil enumerar uma série infidável de acontecimentos atuais em que a atuação política e crime/terror estão interligados. Vão desde os mais cotidianos até os mais emblemáticos, ou tornados emblemáticos (o 11 de setembro de 2001, vem à mente). O que os difere essencialmente - por exemplo, entre o sequestro de Aldo Moro e o 11 de setembro - é a espetacularização do terror pela mídia, que anda a galope sobre as facilidades que a tecnologia oferece cada vez mais gerando uma comunicação imediata. E o cinema, para o bem (“Bom Dia, Noite”) ou para o mal (“2012”), tem um papel importante nessa peça cultural em que somos todos espectadores.

***

REVISTA DE CINEMA
Edição 94 jun/jul 2009 - Pag. 14

O cinema e a sétima arte

Hermes Leal

O crítico, quando analisa o cinema como se analisa uma “pintura clássica”, ele o chama de “sétima arte”. Às vezes esse tipo de enfoque amplo demais, muito comum no passado, se torna repetitivo, e hoje se analisa o mesmo do mesmo, sem nenhuma novidade. Um gênero de texto em que o leitor foi perdendo o interesse ao longo dos anos, mas que retornou com força com a chegada da web, especialmente porque qualquer um pode exercer esse papel, pode se intitular crítica de cinema. É um problema universal. Este livro (“O Feitiço do Cinema”, editora ARX) reúne uma série de críticas de autores oriundos de áreas diversas do conhecimento, da fotografia, publicidade, filosofia, letras, entre outros, para tentar mostrar que essa crítica que cultua a “sétima arte” ainda tem alguma utilidade.

Os 18 textos estão divididos em três partes e analisam desde o nascimento do cinema, dos irmãos Lumière, a “Matrix” (isso mesmo, mais uma análise de “Matrix”). Na primeira, as análises refletem os conceitos teóricos da “sétima arte”, como metalinguagem, função poética, intertextualidade com a própria história e a literatura. Na segunda parte, essas análises se voltam para a produção: fotografia, cenografia, figurinos e interpretação, usando como exemplos filmes clássicos a atuais. Por último, uma análise de filmes como “Os Sonhadores”, de Bernardo Bertolucci, sob o ponto de vista da metalinguagem; “Piaf”, sob o ponto de vista do mito; e “Tropa de Elite”, sob a ótica da ética e recepção.

Destaca-se entre os textos uma análise sobre a própria maneira de “analisar” um filme. A professora Ana Maria Balogh, da ECA/USP, que difundiu importantes conceitos semióticos nas áreas de cinema e televisão, escreve sobre um artigo intitulado “Cine-olho e cine-cabeça-linguagem – metalinguagem e cinema”, em que discute exatamente a questão do tratamento do cinema pelos críticos e analistas, ou seja, pelo que chamamos de “mídia”.

Segundo Balogh, “a mídia contemporânea transformou o processo de falar sobre os filmes em algo leve”, e explica que “nem sempre foi tão leve; um aprendizado requer tempo”. Isso porque a pesquisadora considera que “as teorias do cinema, que procuram analisá-lo, explicá-lo, traduzi-lo para melhor compreendê-lo, constitui-se por sua vez de uma metalinguagem”. A análise se aprofunda inteligentemente no papel do crítico, e não da sétima arte. É por isso que até mesmo os próprios realizadores exercem essa atividade. Dessa forma, citam-se experiências russas, justamente porque os filmes usam a sua “filmagem” para promoção, colocando à disposição seus atores e técnicos para esmiuçá-los de forma que fique cada vez mais clara ao público que se destina, do povão ao cult.

***

JORNAL DA CIDADE

Jundiaí, domingo, 28 de Junho de 2009

O feitiço da sétima arte

Renata Perre

Trazer ao público conceitos importantes do cinema mundial em uma linguagem simples e de fácil compreensão. Este é o objetivo da coletânea de ensaios “O Feitiço do Cinema”, lançado pela Editora Arx. A coletânea é resultado de uma parceria entre a Revista Griffe, editada pelo jornalista Flávio F.A. Andrade e a Escola Crítica de Cinema, liderada pelo professor Juan Droguett.

“A obra é recomendada não somente para acadêmicos e estudiosos do tema, mas para todos os amantes e interessados pela sétima arte”, acrescenta Droguett, um dos organizadores da coletânea. “O meu interesse pelo cinema despertou-se na infância com o filme “Fantasia” de Walt Disney, e com alguns filmes históricos como “Sissi, a Imperatriz” e “A Noviça Rebelde”.

Segundo Droguett, o poder de uma película sobre o ser humano só se explica pelo processo de identificação com o herói ou com o protagonista, típica do regime ficcional. “O prazer do espectador está ligado à ilusão e à imitação. Entretanto, a relação de simpatia com um personagem é um efeito, e não a causa da identificação”, filosofa um dos maiores teóricos e críticos brasileiros sobre o cinema.

A coletânea também perpassa as mudanças que o cinema sofreu por conta das próprias revoluções industriais e tecnológicas ocorridas na sociedade – desde que os Lumière projetaram com afã científico as primeiras imagens – até Matrix, obra cinematográfica que ampliou os limites entre o real e o virtual.

“A galáxia Lumière que nasceu no final do século XIX converteu-se 100 anos depois em uma densa constelação eletrônica. A indústria cinematográfica assimilou com prontidão a nova tecnologia de ponta.”

Droguett diz que é contrário à opinião de que o fenômeno do gênero western tenha desaparecido, “mas é verdade que vários gêneros evoluíram, mostrando uma certa ironia em relação à sua pertença.”

O Feitiço do Cinema também aborda questões polêmicas que hoje fazem parte do cotidiano cinematográfico, como a intrincada relação entre a sétima arte e publicidade, e o consumo levado às salas de cinema.

“Deve-se partir do pressuposto de que todo e qualquer filme é uma ficção, ou seja, um simulacro da realidade em que a arte imita a vida e a vida é aí representada. Assim, existem filmes que podem ser exemplares se o objetivo deles consiste em educar e estabelecer padrões de comportamento ético e moral.”

Por fim, o leitor poderá ter o prazer de ler algumas análises fílmicas de obras como “Os sonhadores”, “Match Point”, “Tideland” e “Piaf.”.

***

JV REGIONAL

02 de junho de 2009

Livro O Feitiço do Cinema traz compilado de ensaios

Idealizado como um conjunto de textos acadêmicos e de especialistas em cinema, o livro O Feitiço do Cinema – ensaios da Griffe sobre a sétima arte (editora ARX. 200 páginas, R$29,90 em média) pretende focar não somente aspectos que fazem dos filmes bons ou ruins – pretende, por sua vez, analisar a construção, os movimentos de cinema e as influências dessa “junção de várias artes”, segundo um dos organizadores do projeto, o jornalista e fotógrafo Flávio F. A. Andrade.

Junto de Juan Guillermo D. Droguett, professor, pesquisador e doutor, também organizador do projeto, a idéia, de acordo com Andrade, é abordar a “questão psicológica dos personagens, a busca de significados e interpretações mais profundas de cada filme”. Longas-metragens variados são discutidos no livro, assim como as noções de estética cinematográfica inserida ao longo da história e sua importância para a linguagem dessa arte na atualidade. “Logicamente, são todos filmes muito discutidos ou premiados, que merecem nossa atenção cuidadosa e refletem a nossa época”, explicou Andrade.

Àqueles que sabem pouco do cinema fora do circuito comercial, não é descartada a possibilidade de contato com filmes de sucesso e muito premiados, como Matrix, Piaf – Um Hino ao Amor ou mesmo o tão repaginado Tropa de Elite. O ensaio dedicado ao filme de José Padilha – fenômeno de pirataria poucos meses antes de ser lançado – foi escrito por Paulo Ricardo Caldo Gilioli, mestre em comunicação pela Universidade Paulista (UNIP).

Droguett assina o artigo que acompanha a introdução, chamado “Griffando o sabor do celulóide” e Andrade, já nas páginas finais, o ensaio fotográfico e com texto, junto de Reinaldo Reigrimar. Essas fotos mostram uma pequena cidade chamada São José das Três Ilhas e que serviu de locação para vários filmes famosos na década de 1990. Outros vários profissionais estão em diversos ensaios ao decorrer das páginas de O Feitiço do Cinema.

Empenho

O livro nasceu como uma extensão de textos e estudos da revista Griffe, fundada em 2004, em Jundiaí, e, nas palavras de Andrade, “com o objetivo de propiciar uma visão crítica da realidade, focando diversos assuntos de cultura geral”. O grupo idealizador da revista, em seguida, fez uma parceria com a Escola Crítica de Cinema de São Paulo, através dos esforços de Droguett.

Andrade, inclusive, adianta a possibilidade de um segundo livro, em breve, e que a idéia do projeto é fazer uma trilogia.

***

JORNAL DE JUNDIAÍ

17/5/2009

Os encantos da sétima arte em obra literária

Thalita Bittencourt

Com o objetivo de fazer com que as pessoas aproveitem ainda mais a sua experiência no cinema, a revista Griffe e a Escola Crítica de Cinema acabam de lançar o livro "O Feitiço do Cinema - Ensaios de Griffe Sobre a Sétima Arte". A obra traz ensaios de diversos autores diferentes e tem a organização do professor Juan Guillermo D. Droguett e do jornalista Flávio F. A. Andrade.

"Muitas vezes, as pessoas não entendem completamente a mensagem de um determinado filme, porque não têm fundamentos suficientes para compreender a mensagem que queria ser transmitida. Quanto mais informações, melhor a compreensão daquele determinado conteúdo. O livro é de fácil leitura, interessante para o público em geral", explica Andrade.

A publicação foi dividida em quatro partes e traz textos de 17 autores. Elas foram divididas em "História, teorias e crítica de cinema", "A produção cinematográfica" e suas áreas, como cenografia e fotografia, por exemplo, "Análise de filmes" e "Cinema Regional". "Esta é a primeira vez que este grupo de estudos tem parte de sua produção publicada.

Até então, a maior parte dos textos ficava restrita ao mundo acadêmico". Um segundo volume deste trabalho já tem carta branca da editora para ser publicado. Queremos começar a trabalhar nesta segunda publicação em breve e se tudo der certo, devemos publicá-lo no início do próximo ano", afirma.

Ainda na opinião de Flávio Andrade, o interessante é que todos os autores são especialistas em suas áreas. "São pesquisadores que falam com propriedade de suas áreas, o que traz uma análise mais profunda de cada uma das áreas pesquisadas na Escola Crítica de Cinema, seja ela teórica ou física, como fotografia, cenografia, figurino, etc."

Análise - Entre os filmes analisados estão "Piaf - Um Hino ao Amor", "Tropa de Elite", "Crime e Castigo", entre outros. "Pretendemos produzir mais ensaios com análises de outros filmes, tanto os mais recentes como os grandes clássicos, já que muitos nunca foram analisados."

***

DIARIOWEB.COM.BR
São José do Rio Preto, 9 de maio de 2009
Livro de ensaios discute os ‘vários sabores’ do cinema
Igor Galante

O escritor, crítico e semiólogo Roland Barthes falava da importância do “saber com sabor”. A combinação é levada a cabo por 21 estudiosos de diferentes áreas do conhecimento no livro “O Feitiço do Cinema - Ensaios de griffe sobre a sétima arte” (Ed. ARX, 202 páginas), que será lançado hoje, às 16 horas, na megastore da livraria Saraiva do shopping Pátio Paulista, em São Paulo. Na coletânea, destaca-se o ensaio de um rio-pretense, o pesquisador, professor, ator e diretor teatral Marcelo Matos. Organizado por Juan Guillermo Droguet e Flávio Andrade, o livro é uma iniciativa da revista Griffe e o grupo de estudos da Escola Crítica de Cinema. A obra está dividida em quatro partes. Em “História, Teorias e Crítica de Cinema”, os ensaístas tentam entender metalinguagem, função poética e a intertextualidade no cinema; em “A Produção Cinematográfica”, eles discutem a importância de elementos como fotografia, cenografia, figurino, entre outros; em “Análise de Filmes”, se debruçam sobre o exercício de interpretação de obras do período atual; e em “Cinema Regional”, dedicam-se à análise de “Lavoura Arcaica”, filme brasileiro baseado na obra homônima de Raduan Nassar.
Os textos discutem desde produções como “Cidadão Kane” e “O Encouraçado Potemkin” (grafado no livro como Potenkin), “Matrix”, “Crime e Castigo”, “Piaf”, “Os Sonhadores” e “Tropa de Elite”, entre outros. Cada autor encontra uma forma de se relacionar com sua área de atuação. A designer de interiores Sueli Garcia, por exemplo, fala sobre espaço cenográfico no cinema, usando para análise a ficção científica futurista “Aeon Flux”. A designer de moda Maria Auxiliadora Leite Costa aborda o figurino no cinema e também se apoia em “Aeon Flux”, produção de 2005 estrelada por Charlize Theron. O rio-pretense Marcelo Matos, diretor do Grupo Sala 50 e ator da Cia. Azul-Celeste, vai pelo mesmo caminho. Usa sua experiência nos palcos para falar da interpretação no ensaio “Cinema e Drama”, em que analisa “Dogville”, de Lars Von Trier, um dos idealizadores do movimento cinematográfico Dogma 95, que buscava uma estética anti-hollywoodiana. “O pesquisador pode ter uma certa cumplicidade com seu objeto de estudo”, lembra Matos, que estudou “Dogville” por ser cinema como encenação teatral. Além dele, o fotógrafo Vitché Palacin, que já trabalhou em Rio Preto, fala sobre “A fotografia em movimento”.

***


JORNAL BOM DIA
Sexta-feira, 08 de maio de 2009

Viva
Escritor de Rio Preto participa de livro sobre cinema
Marcelo Matos, integrante da Escola Crítica de Cinema, é um 21 autores da obra

A magia e o poder do cinema podem ser entendidos no livro “O Feitiço do cinema – ensaios de griffe sobre a sétima arte”, que tem a participação do professor, pesquisador e ator de Rio Preto, Marcelo Matos. O lançamento da obra foi dia nove de maio, em São Paulo.
Marcelo integra a Escola Crítica de Cinema ao lado de 21 pesquisadores, que utilizaram suas griffes para falar de cinema na primeira publicação do grupo. “A griffe é a marca registrada de cada pesquisador. Por exemplo, minha área é o teatro, por isso em meu ensaio falo sobre o drama e o cinema. A intenção é abordar dentro da visão do cinema, a especialidade de cada autor”.
Segundo o escritor, a proposta do livro é possibilitar o entendimento mais aprofundado de grandes clássicos do cinema dentro das características específicas de cada pesquisador. “A leitura oferece uma visão melhor da análise dos filmes de forma clara e agradável”.
O ensaio de Marcelo no livro é intitulado de “Cinema e drama”. Descrevo a respeito da cumplicidade na identificação do drama, da estética e da ambientação”, conta.
Mas Marcelo explica que não é o gênero que ele discute. “O drama não é um gênero, é a própria essência do teatro. No grego, significa ação. É nessa visão que eu trabalho”, explica.

***


RÁDIO ELDORADO

07/04/2009

Livro retrata teoria e crítica do cinema da atualidade

Resumo da entrevista no programa “Eldorado Cultura”, Rádio Eldorado / Grupo Estado

Vanessa Di Sevo

O escritor, psicanalista, doutor em comunicação e pós – doutor pela USP Juan Guillermo D. Droguett fala, entre outros assuntos, sobre a relação do cinema com a publicidade.

Qual é a proposta do livro, eu sei que o livro tem diferentes enfoques. Eu gostaria de saber por onde a gente pode começar. Pelo que eu entendi, ensina a interpretar um filme. A pessoa não interpreta mais pelos critérios subjetivos, ela pode interpretar de uma maneira técnica?

Pelas duas coisas. O livro na verdade é uma recopilação de uma série de ensaios. A gente começa a ensinar as pessoas a olhar o cinema já não de um ponto de vista tão superficial, tão por cima daquilo que significa o filme, daquilo que significa o fenômeno cinematográfico. A gente sabe que hoje o cinema é um fenômeno planetário onde todo mundo se liga com todo mundo a partir da tela. Neste livro estamos ensinando as pessoas a olhar com um pouco mais de profundidade o conteúdo dos filmes, a mensagem que é transmitida e também de coisas que são bem específicas do cinema como técnicas de filmagens, assim como cenografia, figurino, fotografia e também dicas, por exemplo, de como interpretar a mensagem na narrativa. Ensina, inclusive, a partir da análise de alguns filmes da atualidade, e dá dicas de como penetrar um pouco na mensagem de cada um dos filmes.

E pra fazer esta análise global, é preciso entender das teorias do cinema?

O básico é importante saber sim, um pouco de história, porque sempre um filme de atualidade corresponde à história do cinema. Cada filme há uma retrospectiva e mesmo que ela não esteja implícita, ela é contemplada. Por exemplo, para poder entender, analisar e interpretar bem o filme Tropa de elite, que é um dos que está na coletânea, a gente precisa saber alguma coisa sobre cinema brasileiro. É importante, na medida em que você vai se transformando em um bom interpretador do filme, você vai tendo esta necessidade de ir um pouco às histórias e não ficar na síntese, no resumo que te entregam, por exemplo, uma capa de DVD. Produtos aos quais a gente encontra as coisas muito resumidas. O interessante do livro também é que incita, convida as pessoas a se aprofundar um pouco mais na história e teoria do cinema.

Não é simplesmente se contentar com aquela síntese ou sinopse que vem ou no encarte do jornal, ou encarte da revista ou até do DVD. Este tipo de síntese, muitas vezes está equivocada e acaba influenciando no gosto da pessoa e na interpretação que ela faz do filme? Você lê a síntese e quando vê o filme é outra coisa.

Há outro problema anterior a este. Às vezes um problema de tradução até mesmo do título do filme. Há sínteses erradas nestas capas muitas vezes sim e noutras vezes você encontra problemas de enfoque. Quando a pessoa tem possibilidade de entrar nesta dinâmica de saber, por exemplo, como se pode avaliar figurino, como se pode avaliar a fotografia do filme, você já tem outros elementos que te permitem entrar com mais propriedade e poder falar dele de um outro ponto de vista. De seu ponto de vista. De um ponto de vista como pode ser cada vez mais completos, mais abrangente, mais holísticos.

Quero voltar a sua segunda resposta. Você disse que para quem assiste Tropa de elite é importante entender Historia do cinema brasileiro. Explique um pouco melhor.

Já existe uma Historia do cinema brasileiro e a Historia do cinema brasileiro tem mudado muito em relação a produção de filmes. Quando a gente entra no mérito daquilo que significa a História do cinema e saber, por exemplo, que o cinema brasileiro nasce em uma situação de subdesenvolvimento, nasce atrelado, por exemplo, à influência da Nouvelle Vague francesa, o Neo-realisto italiano, você percebe, por exemplo, que as últimas produções estão criando um estilo bem autóctone, bem próprio da cultura brasileira. Isso deixa o cinema brasileiro interessante aos olhos das outras pessoas. Não que as pessoas olhem para o Brasil como um país em que se faz filmes sobre violência, filmes sobre a discriminação social, as dificuldades, as lutas sociais. As pessoas podem olhar para o cinema brasileiro também sob o ponto de vista poético. No livro que estamos lançando agora existe, por exemplo, no meu ponto de vista, um dos mais lindos que tem na filmografia brasileira, que é Lavoura arcaica. A gente fez um ensaio fotográfico numa cidade que se transformou em cidade cenário. Um pouco distinto da experiência, por exemplo, das favelas no Rio que assistimos neste filme Tropa de elite. Neste filme há uma confluência de uma luta constante no Rio de Janeiro que é refletida neste filme que aparece muito chocante. É importante conhecer as realidades históricas e culturais que levaram a isso para poder entender que este é um filme também poético, mas que tem outra conotação.